quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SOBRE A VIDA, SÓ QUERO QUE...

Passe lenta e intensamente
Repleta de Eros, Philia e Ágape
Sem atentados
Na Rocinha
Na Cracolândia
Em França
Nos Estados Unidos da América
Nem na Somália
Quero viver em Paz
No mundo que Lennon cantou
Sem falso Nacionalismo
De punho cerrado no ar
Saudando a Internacional Socialista
Trabalhando de Sol a Lua
Com Direito a descansar na praia!

"Imagine

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazer
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade do Homem
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só"

https://www.letras.mus.br/john-lennon/90/traducao.html

domingo, 8 de outubro de 2017

FERA FERIDA!

Não sei bem por quê
A poesia anda de birra
A bater o pé e fazer bico
Meio desencantada com a vida
Com um amor não amado
Minha poesia é assim
Menina mimada
Quando quer,
Quer porque quer
Se não lhe convém
Insiste um pouco mais
Sangra além da conta
Vira fera e esbraveja
Por fim se recolhe
Fecha-se em sim mesma
A lamber as feridas
Que a teima me causou!


"Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração"

https://www.vagalume.com.br/maria-bethania/fera-ferida.html

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Lúcia: Me floreando em acróstico

L uz própria inerente a mim
U ma entre muitas
C almaria e excitação
I ntensa na arte de amar sem medida
A quela que é simplesmente complexa!

"DIZ A LENDA" Lúcia: Significa “a luminosa”, “a iluminada” ou "aquela que nasceu com a manhã"


sábado, 23 de setembro de 2017

SÁBADO DE PRIMAVERA!!!

BOM DIA!!!

Porque hoje é sábado...
E não é só por ser sábado
É o primeiro sábado da primavera
Ouço ao longe a alvorada
Pássaros saúdam o bailar da aurora
Que vem espalhando um rastro dourado!
Os motores já começam a roncar
Bora lá... Pular da cama
Passar o café
Esquentar o pão (sobrou de ontem)
Não vou tirar o pijama
A labuta hoje será em casa
Vou trabalhar com rimas quebradas
Escolher as melhores palavras
Para expressar bons sentimentos
Como boa lavradora
Separar o joio do trigo
Preparar com carinho o canteiro
E semear esperança!

"Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Meu amor
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)"

sábado, 9 de setembro de 2017

Porque hoje é mais um dia!


Porque é sábado o relógio não despertou
Sai cedo da cama
Passei preguiçosamente o café
E cá estou a ruminar
... ... ...
Quarenta e sete anos bem vividos
Os primeiros lá na roça
Plantando rosas
Colhendo cenouras
Deitada no gramando
Lendo história que as nuvens desenhavam
Rabiscando corações nos troncos de arvores.
Aos quinze pintando a cara
Caminhando contra o vento
Falando de flores e derrubando presidente.
Me fiz semente
Plantei estrelas
Vesti vermelho
Me auto flagelei
Puberfei a puberfose me metamorfosei!
Preludiei o Apocalipse
Recriei a criação
Sangrei na Cruz por Paixão
Renasci na manjedoura
Sem tento, Sem terra fiz-me multidão
juntei-me a outras bocas famintas
Juntos aprendemos a dizer não!
Não a injustiça, não a opressão!
Os sonhos que antes sozinha eu sonhava
Tornaram-se projetos de realizações.
... ... ...
Não só porque é sábado
Mas porque todo dia é dia de sonhar
Vou quebrar a rima
E plantar girassol!


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

7 de Setembro: "Nenhuma a Menos" É o nosso Grito por Independência!

UM GRITO POR LIBERDADE

Antes mesmo do B-A-BA
Aprendi na Escola Rural
Lá no Noroeste do Paraná
A marchar de mão no peito
Trajando as quatro cores da Bandeira Nacional
Filha da Pátria Independente
Aos oito anos pouco sabia eu de liberdade
Concentrada na dor nos pés
Ação das velhas alpargatas
Que já marchara no ano anterior
Apertando os pés da irmã mais velha
Pareciam rebelar-se agora
Negando-se a seguir a repetição cívica!
Acompanhei o protesto
Errei a letra do hino
Cantei alto pra mãe ouvir
“Ou deixar os meus pés livres
Ou morrer de tanta dor!”
A mãe acostumada a apertar os pés
Acreditava ser valida a passageira tormenta
O importante era seguir a Marcha
A mim só restava aprender a lição
Ser Brava Brasileira!
Então dei lá o meu jeitinho
Longe de me tornar Servil
Estufei o peito e repeti ainda mais alto
“Vou deixar os meus pés livres
Não vou morrer pelo Brasil!”
Fingi uma dor de barriga
Fui tirada da fila
E descalça sorridente
Longe do desfile de 7 de Setembro
Murmurei para mim mesma
“Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil!!!


GRITO DAS MULHERES EXCLUIDAS!
“Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilantes durante toda a sua vida”
Simone Beauvoir

O Grito dos Excluídos, surgiu em 07 de setembro de 1995 no berço das Pastorais Sociais da igreja católica com o lema: “A Vida em primeiro lugar”, cresceu rapidamente e tornou-se uma manifestação popular carregada de simbolismo, “um espaço de animação e profecia”, aglutinador de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. “O Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade”.
A 23ª edição do Grito dos Excluídos se dá em um dos momentos mais emblemáticos da curta história democrática do nosso país, que passa por um “golpe pseudodemocrático” com a cassação de uma presidenta democraticamente eleita para dar lugar a um presidente ilegítimo, denunciado (e não investigado) que aliado a um parlamento composto em sua maioria por cumplices, igualmente denunciados em esquemas de corrupção, muitos investigados e alguns até condenados, promove um verdadeiro desmonte das instituições viola a constituição e saqueia direitos da classe trabalhadora, com anuência do poder judiciário.

Em momentos como estes de acirramento de crises por todas as partes do mundo que tende ao retrocesso e a proliferação de ideologias fundamentalistas de extrema direita. “Olhamos pelo retrovisor da história” e parafraseamos uma das maiores pensadoras dos últimos tempos, Simone de Beauvoir que nos alertou que “basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.” O que nos coloca diante da necessidade urgente de defender os poucos avanços (significativos é bem verdade) mas ainda insuficientes para garantir que nossa voz seja ouvida e nossa dignidade resguardada.
Neste 7 de Setembro gritamos em defesa das vítimas da violência, do silêncio e da omissão de uma sociedade que ainda admite ranços de uma cultura patriarcal excludente. Segundo o IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: 50.000 mulheres foram mortas no país entre 2001 e 2011, o que dá uma média de 4,6 assassinatos para cada cem mil habitantes. O Brasil se coloca na sétima posição mundial, entre os países nos quais mais se matam mulheres. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública o Estado de São Paulo registra um caso de feminicídio a cada 4 dias, o que nos coloca diante da necessidade urgente de um amplo debate e de uma atuação mais eficaz na fiscalização quanto a aplicabilidade da Lei nº 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, e da Lei nº 13.104/15 que entrou em vigor no dia 9 de março de 2015 definindo o crime de Feminicídio (assassinato de mulheres motivado justamente por sua condição de mulher) qualificando-o como hediondo.

Em todas as marchas, nós mulheres gritamos ao lado, quando não à frente de nossos valorosos camaradas, por Vida em primeiro lugar, trabalho e terra para viver, justiça e dignidade. Porque “Aqui é o meu país” e o Brasil viu que “um filho teu não foge” e luta por progresso e vida, por uma pátria sem dívidas. Podíamos ter feito acontecer estava em nossas mãos a mudança, a força da indignação, sementes de transformação, queríamos participação no destino da nação e perguntamos onde estão nossos Direitos?

Fomos às ruas para construir o projeto popular, com respeito à terra “Pacha Mama” e defendemos os direitos da juventude e de lutar por Democracia! E agora conclamamos a todas para dar um passo à frente encarar o debate de gênero, fazer cair as mordaças e não mais permitir que nenhuma mulher seja ameaçada, agredida, estuprada ou assassinada, na intimidade do lar, em praça pública ou onde quer que queiramos estar.

“Nenhuma a menos!” É o nosso grito de independência!https://youtu.be/VBUeD5pasLk

Lúcia Peixoto, Filósofa, Professora de Filosofia, Poetisa, Bacharel em Ciências da Religião, Licenciada e Pós Graduada em Filosofia, Diretora de Relações Sociais e Movimento Sindical da Aproffesp.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sou Sapiosexual: Meu desejo também é intelectual!

Por muitas vezes me perguntei: Donde vem esse amor?
Racionalmente sei
Amor verdadeiro é libertador
O desejo não realizado escravisa
Turva a visão
Não me deixa ver
Mas sei, carnalmente
Você esta em outra sintonia
Inda que intelectualmente
Não podes negar
Há em tuas ternas palavras
Um quê de encantamento
Que alimenta 
Meu Insano amar!!!