sábado, 18 de novembro de 2017

Bertold Brecht : Sobre Trabalhadores e Latifundiários (O Sr. Puntila e o seu criado Matti)

Revisando Brecht para um enxerto literário  na Novela Favo de Mel...



"Respeitável público, nossa época é triste.
Sábio é quem se atormenta, tolo é quem vive em paz.
Mas como não adianta deixar de rir,
Escrevemos esta comédia para vos divertir..."

MATT ___ Se penso no que uma mulher deve demonstrar que sabe fazer, antes que eu possa apresentá-la à minha mãe, me vem logo à cabeça um par de meias. Tira o sapato, tira uma meia e entrega-a a ela. Por exemplo: Eva, você é capaz de cerzi uma meia?"

 JUIZ ___ Mas isso é exigência demais! O arenque ainda vai, mas eu acho que nem o amor de Julieta por Romeu resistiria à prova de remendar uma meia suja..."

EVA___ Nem em sonho! Acha que não tenho mais o que pensar...





Parafraseando Lispector!

Hoje eu acordei Assim...
Antes do dia clarear
Ouvindo canto de pássaros
Com vontade de recomeço
Realocar as personagens da minha vida
Criar novos enredos
Me por como protagonista
Parafrasear mais uma vez Lispector
Tomando a solidão por companhia
Com coragem de encarar nos olhos o nada
E me sentir plena de tudo!



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

PEÇAS DE TEATRO: Disponíveis para adaptação e montagem

Que saudades que tenho
Da inspiração de outrora
Da esperança inocente
Das crenças da mocidade
Da minha Olivett Azul
Da fita preta e vermelha
Da dor nos dedos
Do barulho das teclas
Das histórias datilografadas
Dos títulos fantásticos
(os que encenei e os que nunca publiquei)
Criação da Criatura
Alto Flagelação
Paixão de Cristo contada pelo povo
Prelúdio do Apocalipse
Sankeja Kavamadiz A Magia
Igual, mais Diferente
O Auto da Puberfose
Quatro Garotas e um Destino
O Alto da Discrepânlogia
Amor, Vermelho Amor
O Cinza do meu Mundo Azul e Rosa
Amor Virtual... em gestação!!!

Alguns digitalizados no arquivo do grupo...apreciem sem moderação!
https://www.facebook.com/groups/Roteiroteatro/

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Poesia para acalentar a`lma!

Insonia, inquietação, corpo casando em demasia
Espirito ansiando por um sopro estoico
(A quietude dos antigos gregos)
Incerteza entre poetizar e deixar-me inerte a meditar
Desligar a racionalidade
Ouvir somente as razões do coração
Músculo condutor do meu sangue vermelho
Que dilata minhas veias
Quando ferve diante da Injustiça
Da covardia dos acomodados!
Causa-me náusea @s morn@s
Que não vivem uma vida gramsciana
Sem coragem de tomar partido
Indiferentes à sua própria sina!
Não sei odiar, nem mesmo os indiferentes
(Tão pouco parafrasear Gramsci)
Junto então minhas mãos em prece
Para que a crise se finde
Para que o velho finalmente Morra
E o novo possa então nascer
Sem que me aflija os mórbidos sintomas
E integra eu passe por esse interregno!
Com a serenidade necessária
Para aceitar as coisas que não posso modificar
Coragem para mudar aquelas que posso
E sabedoria para distinguir uma da outra
Vivendo um dia de cada vez!

Que assim seja!


Caminhar...

Há muito estou a caminhar
Há tanto tempo que é impossível precisar
De onde sai?
Onde quero chegar?
Muitas vezes pensei em parar
Mas o horizonte esta sempre a me desafiar
O Tempo me levou muitos calçados
Foram as primeiras alpargatas
O tênis bamba
Os chinelos de borracha
As sandálias de salto alto
Descalça sigo a desviar das pedras
(São tantas pela estrada)
Em busca da areia macia
Da grama orvalhada
Quando cruzo com estradas asfaltadas
Poupo meus pés e abro minhas asas!

"Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar."
(Paulo Freire)


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

SOBRE A VIDA, SÓ QUERO QUE...

Passe lenta e intensamente
Repleta de Eros, Philia e Ágape
Sem atentados
Na Rocinha
Na Cracolândia
Em França
Nos Estados Unidos da América
Nem na Somália
Quero viver em Paz
No mundo que Lennon cantou
Sem falso Nacionalismo
De punho cerrado no ar
Saudando a Internacional Socialista
Trabalhando de Sol a Lua
Com Direito a descansar na praia!

"Imagine

Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazer
Nada pelo que matar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade do Homem
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que sou um sonhador
Mas não sou o único
Tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo viverá como um só"

https://www.letras.mus.br/john-lennon/90/traducao.html

domingo, 8 de outubro de 2017

FERA FERIDA!

Não sei bem por quê
A poesia anda de birra
A bater o pé e fazer bico
Meio desencantada com a vida
Com um amor não amado
Minha poesia é assim
Menina mimada
Quando quer,
Quer porque quer
Se não lhe convém
Insiste um pouco mais
Sangra além da conta
Vira fera e esbraveja
Por fim se recolhe
Fecha-se em sim mesma
A lamber as feridas
Que a teima me causou!


"Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você

Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos por amor

Eu sei, o coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração
Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo, sem laços

Me senti sozinho
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar, um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz de esquecer

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes

Eu sei que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração

Sou fera ferida
No corpo, na alma e no coração"

https://www.vagalume.com.br/maria-bethania/fera-ferida.html