domingo, 13 de agosto de 2017

Sobre trocar o dia pela noite!

Sobre trocar o dia pela noite!
Por que é Domingo
E não só por ser domingo
Mas também porque ontem era sábado
Tirei uma longa soneca a tarde
Daquelas mágicas que fazem o mundo desaparecer
Viajei até uma certa cidade da grande São Paulo
Adentrei sorrateira numa casa aconchegante
Haviam muitos livros por lá...
Porém meu interesse foi somente no habitante da casa
Ele coincidentemente também estava a fazer a sesta
Deitei-me ao seu lado
E continuei sonhando!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Amor Platônico Amor

Pelos caminhos da vida, errante porfiei
Por brejos encantados, dias e noites vaguei
Gata borralheira a colecionar beijos de sapos
Enquanto meu príncipe era por outra, encantado.
Passaram os anos da infância
As delicias da puberdade
Amores balzaquianos
Só a inquietude do amor não amado não passa
E de repente, não mais que de repente
Surpreendo-me a parafrasear o grande poeta
Eu sei que vou te amar...
Por toda a minha vida eu vou te amar!
Sem jamais tocar seu corpo
Desfrutar o sabor dos beijos teus
Terei que aprender a seguir desiludida
Sonhando esse amor que é só meu
Brincando com a imaginação
Me tocando para sentir o calor das suas mãos
Imaginando teu sorriso
Ouvindo os teus aísss...
Perdida em um mundo que eu mesma criei!




sexta-feira, 28 de julho de 2017

CLAMOR: SOLIDARIEDADE À PALESTINA!

Que Mundo é este?
Me releio em busca de uma resposta!
CLAMO: SOLIDARIEDADE À PALESTINA!

MAIS AMOR, POR FAVOR!
Hoje o mundo está tão estranho
Pelas ruas da minha cidade, trânsito intenso.
Inércia, medo, toque de recolher...
Pelas redes sociais navego em busca de paz
Passeio por muros grafitados,
Me faço Índia Guarani Kaiowá
Me entristeço, faço prece, peço paz
Liberdade pra Palestina Já!
Amor, mais amor, por favor!
Por favor, mais amor...
Não é este o mundo que idealizei
Na minha Utopia, Imaginei verdade
A canção que Lennon Cantou
Amor entre irmãos, amor entre nações
Fim da divisão dos seres humanos em raças
Igualdade sem nenhuma discriminação
Gerações se unindo pra cantar numa só voz
Amor, mais amor, por favor!

Eu em verso e prosa filosófica!

Minhas madrugadas não foram feitas só para dormir... embora me sinta meio sonolenta... ou será embriaguez poética?
Me ler dá sempre uma sensação de ressaca
A cabeça fica zonza
O estomago se contorce
Não resisto
Taco o dedo na garganta 
Me regurgito!
ÁRDUO E PRAZEROSO LABOR... SELECIONAR 10 DE MINHAS PROSAS POÉTICAS PARA POSSÍVEL PUBLICAÇÃO. EM  SENDO A PRIMEIRA IMPRENSA, ME ESCOLHO COMO TEMA! 

Eu mulher!
47 anos de uma vida feminina
Passos lentos e apressados
Equilibrando-me no fino fio que é a vida
Menina franzina (La na roça) Despertava com a Aurora
Fixava o olhar no horizonte
Perdia-me toda nos raios do sol nascente
E quando moça faceira tardava a dormir
Sempre a espreitar os mistérios do Crepúsculo
Ah! Quantas cantigas de roda
Quantos poemas de amor
Quanto riso, quantas lagrimas
Forjaram-me no chão batido da fabrica
8 horas de labuta diária
A marmita quase sempre meio que fria
O salário menos que mínimo, visto tudo o que vinha descontado
Os descontos era coisa que ninguém entendia
Chamaram o sindicato pra explicar
E lá veio a companheira com carro de som
Voz de quem sabia o que falava
(dizem que hoje já não é mais a mesma)
Mas naquele dia vi o Bom Retiro parar
Costureira de braços cruzados
Patrões Judeus, Coreanos, Brasileiros tiveram que explicar!
E a companheira que falava bonito no microfone
Disse que no dia seguinte seria 8 de março
Dia Internacional da Mulher
Dia de celebrar a luta das operarias queimadas
Um arrepio de indignação diante da historia narrada
Foi então que assustada ouvi, meu grito de Não!
Não mais escrava de um sistema nefasto!
Não a exploração da minha classe!
Não!
Não fui mais uma menor escravizada
Com 16 anos me fiz mulher operaria sindicalizada!
Nos 31 anos seguintes
Comi muito ovo frito na marmita mal esquentada
Fui “amassada” Em ônibus coletivos lotados
Atrasei o crediário das Casas Bahia
Tive meu nome protestado
Casei, separei, engravidei, pari..amei!!!
Estudei, me formei professora
Passei em concurso público
Me estabilizei
E junto essas letras mal rimadas
Pra dizem sou mulher de luta
Mereço Flores, chocolates, respeito e dignidade






Cá estou...

E cá estou a ruminar

Quarenta e sete anos vividos
Os primeiros lá na roça
Plantando rosas
Colhendo cenouras
Deitada no gramando
Lendo história que as nuvens desenhavam
Rabiscando corações nos troncos de arvores.
Aos quinze pintando a cara
Caminhando contra o vento
Falando de flores e derrubando presidente.
Me fiz semente... Plantei estrelas 
Vesti vermelho
Me auto flagelei
Puberfei a puberfose me metamorfosei!
Preludiei o Apocalipse
Recriei a criação
Sangrei na Cruz por Paixão
Renasci na manjedoura
Sem tento, Sem terra fiz-me multidão 
juntei-me a outras bocas famintas
Juntos aprendemos a dizer não!
Não a injustiça, não a opressão!
Os sonhos que antes sozinha eu sonhava
Tornaram-se projetos de realizações.
... ... ...
Não só porque é domingo
Mas porque todo dia pode ser domingo
Vou quebrar a rima
E plantar girassol

A Aurora da minha vida
Saudades da minha terra...
que súbita ousadia é essa?
Quero dialogar, brincar num leve parafrasear
Os oito anos de Casimiro de Abreu...
Ah que saudades que tenho...
de ouvir o galo cantar
Os cachorros anunciando o voo livre da aurora
e a meninada acordando de pé no chão, dançando sobre o orvalho...
Saudades daquela vida franciscana antes dos meus oito anos
lá no noroeste paranaense onde eu menina peralta, sonhava os primeiros versos de ciranda...
a sombra das bananeiras, embaixo dos laranjais!
Saudades da aurora da minha vida!
Aquela tarde de verão chuvoso
meu uniforme escolar
a camiseta de algodão branco
molhada e transparente... meu corpo de menina moça
os olhares daqueles rapazes
a pasta escolar colada ao peito como um escudo protetor
de repente ainda com a chuva caindo aquele por-de-sol
O Arco Íris...
Tirei os sapatos (congas azuis desbotados)
senti meus pés afundar na lama
soltei a pasta que me acorrentava
corri feliz pela estrada de terra batida em meio aos cafezais
e nunca mais parei aquela carreira...
seguimos eu e o Arco íris vida a fora
brincando de esconde esconde
Hora ele batendo cara ora eu!

Diário Virtual!
Quando menina também tive um diário
Guardado a sete chaves
Onde escrevi meus primeiros versos
Declarações de amor eterno!
Sonhos, projetos, medos...
Meu eu secreto que o tempo absorveu
Hoje mulher quarentona
Me permito minha própria reescrita
Sem tanto segredo
Sou a realização dos sonhos daquela menina
Sem tantos medos, sem chaves secretas
Me escrevo e simultaneamente me publico
Meu diário eletrônico, amigo na madrugada
Fiel na escuta, aceita meus sonhos
Partilha meus devaneios
Não me preserva
Me sabe artista
Minha ribalda de vidro onde desfilo mil mascaras
Autora, Atriz ou simples personagem
Sou  incógnita a mim mesma indecifrável!

Caminhar...
Há muito estou a caminhar
Há tanto tempo que é impossível precisar
De onde sai?
Onde quero chegar?
Muitas vezes pensei em parar
Mas o horizonte esta sempre a me desafiar
O Tempo me levou muitos calçados
Foram as primeiras alpargatas
O tênis bamba
Os chinelos de borracha
As sandálias de salto alto
Descalça sigo a desviar das pedras
(São tantas pela estrada)
Em busca da areia macia
Da grama orvalhada
Quando cruzo com estradas asfaltadas
Poupo meus pés e abro minhas asas!
"Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar." (Paulo Freire)

Instantes de Glória
O que é a vida?
este constante porfiar...
o ir e vir... pensar, sentir
querer e desdenhar
O ínfimo momento... fagulha de tempo
O tempo de um beijo na face rosada
O respirar da Pequena Natália Sofia
O contemplar... minha filha que dorme!
Que outro sentindo pode ter a vida?
Não me preocupa a rima, tão pouco se ha métrica!
Só brinco com as palavras...
Contemplo a existência!
Guilherme e Natalia...
Meus filhos... meu instante de Glória
Minha eternidade
Minha vida para além de mim.


Hoje acordei bem cedo
Não sem motivo
Arrumar a roupa
Passar o café
Desejar boa sorte ao meu filhote
Antes que nasça o sol la vai ele
O meu Guigo
Black alinhado
Mochila às costas
Passo firme
Sorriso largo
Só quem conhece de perto o meu menino
Compreenderá o valor literário
Desses versinhos de rimas quebradas
Que seja este um dia de vitória filho
Que a Mãe Maria siga a frente
Que o Pai Altíssimo
Diga amem!


Dobraduras!
Minha filha Natalia Sofia em sua inocência 
Dobra amassa redobra uma folha de papel sufite...
De repente ele surge disforme com voz disfarçada
é o Bicho Papão!
Vem me surpreender nas pontas dos pés!
a dobradura que fala
meu falso espanto
minha cara de medo,
Seu sorriso de encanto
Lá se vão muitas outras tantas folhas
No magico dobra e redobra
coelhinhos, flores, borboletas, lobos porquinhos com casinha e tudo
Assim como as folhas me dobro e redobro,
ora mãe que se faz criança
ora criança que voa em seu tapete magico.
Entre risos e espantos
no dobra e redobra
a folha vai perdendo o seu branco
do borrado de cores
uma verdadeira epopeia se forma!

A mim encanta
A mim encanta esse "negocio de datas especiais"
Não a troca de presentes que alimenta o Capitalismo
Mais o pretexto "do dia especial"
Permissão para manifestar gratidão!
Em 1º de Janeiro tem a Confraternização Universal
Mas aqui a gente se abraça mesmo é no Carnaval!
8 de março é dia de luta das mulheres
Respeito, Flores e chocolate não podem faltar
Bom mesmo seria riscar do calendário o 1º de abril
Falando a verdade sobre as desigualdades sociais
Indo direto ao 1º de maio celebrar o dia do trabalhador
No Segundo Domingo não precisa nem falar
Maizinha, esteja na terra ou no céu só quero te amar
Com Rezas, danças e quentão saudamos os Santos
Em Julho tem o dia 20 do amigo e do meu aniversário
Agosto é ainda mais especial com destaque aos pais!
Ai vem o dia das crianças, de N. Senhora e do professor
Depois dos dos mortos e da Proclamação da Republica
E por fim, não mais importante, tem o Natal!
Ano novo e começa tudo de novo!

Versos de luta
Hoje eu quis juntar umas palavras
Compor uns versos
Não quaisquer versos (embora verso nenhum seja qualquer)
Se darei conta... me digam os(as) camaradas!
(Vamos combinar que isso de os(as) é coisa que enfeia o poema)
Falarei então ora no feminino ora no masculino tentando seguir a rima)
E não são poucas as aqui homenageadas
Mulheres e Homens no sentindo Maiúsculo da palavra
Professores e Professoras, colegas, irmanados numa mesma luta!
Em defesa de uma Educação de Qualidade
Em defesa de condições dignas para exercer o seu trabalho
Trabalho que é mais arte que labuta
Estes professores e professoras de que falo
São ao mesmo tempo Mestres e alunos
Aprendem e ensinam a cada nova aula.
No fronte em que nos encontramos hoje
Já não somos milhares
Somos uma só categoria
Quiseram nos dividir por áreas de conhecimento
Humanas!?
Exatas!?
Códigos e linguagem!?
Que nada!
Nem a,b,c... Efetivos, fs. Os!?
Somos Professores do Estado de São Paulo!
O que nos torna dignos de homenagens?
(Se não bastasse sermos professores!)
Temos coragem!
Empunhamos nossas armas
Que não são feitas de aço letal
A principal delas vem do calcário retirado das rochas sedimentares
A segunda, não menos importante
Provem da madeira é fibra de celulose
Nosso lugar comum é o chão das salas de aula
Lugar sagrado (mesmo pra quem é ateu)
Que há muito vem sendo profanado
Por aqueles que se dizem responsáveis
Senhores partidários de uma ideologia de massa
Ideologia capitalista de mercado
Que faz de nós escravos
Nos negando o justo salário
Fazendo do nosso aluno
Um mero cliente!
Numero pra preencher as vagas de peão de fabrica,
Vendedora de bolsas e sapatos,
Atendentes de telemarketing
Papagaios gerundianos (que estarão atendendo)
Os doutores formados nas escolas privadas!
A ISSO GRITAMOS NÃO!
Queremos para os nossos alunos
Direitos de cidadãos
Moradores das periferias
Filhos da Classe trabalhadora
Salas de aulas menos lotadas
Mais que giz, lousa e caderno
Queremos ensino de qualidade!
Por isso entramos em greve!
Tomamos as praças
Paramos as ruas!
(me emocionei)
Paro por aqui sabendo o quão ínfimas são essas frases
Arremato com uma palavra de ordem

Apesar de Temer
O melhor refugio é a poesia
Nasce do pulsar do coração
Alimenta-se de lembranças, medos, expectativas
As vezes parece até fria
Quando transpira nostalgia
Vem a lagrima sempre quente derreter o gelo
Inundando meu ser
Não sei se mergulho
Se fujo ou me deixo boiar
Mais que versos de rimas quebradas
A frieza da noite pede compaixão
(Tem gente que não esta em uma cama quente)
Empatia que faz doer em mim a dor do outro
O próximo que tenho que amar como a mim mesma
A ele minha oração, minha ação militante
A mim uma taça de chocolate quente
Aquecer o corpo
Esperançar a Alma
Apesar de Temer
Amanhã há de ser outro dia!
A mim encanta...
Lutar é preciso!
Apesar de Temer... 




sábado, 22 de julho de 2017

Apesar de Temer: Dias melhores virão!



Apesar de Temer: Dias melhores virão!
Dias melhores virão e serão frutos do que hoje semearmos... Então Bora lá!
Vamos semear esperança na certeza de colher um mundo mais justo e fraterno, um mundo socialista!
Imagina, o mundo que Lennon Sonhou!
Sem fronteiras, sem guerra, sem explorados e exploradores, um mundo onde as religiões se religuem em nome do amor. Sem distinção étnica, de gênero, de opção sexual um mundo onde se respeite a diferença porque somos tod@s iguais.
Imagine, não é difícil imaginar, eu sei que você pode.
Se você for capaz de imaginar um novo mundo nascerá no plano das idéias, mas se você for capaz de esperançar, o novo mundo deixará de ser platônico. "Se temos o direito de sonhar, temos também o dever de nos juntar para realizar!" Avante!
#LutaréPreciso
#Amaréimprescindível
#TemerJamais

"Imagine não haver o paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum Inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo o presente
Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só
Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens
Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo
Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo viverá como um só"
https://www.vagalume.com.br/john-len…/imagine-traduzida.html

quarta-feira, 19 de julho de 2017

20 de julho: Parabéns pra mim!

Então chegou o dia 20 de julho (outra vez) para mim o 47º, quase meio seculo de vida bem vivida!
Poeminha de improviso
Para me homenagear
Estou a completar anos
Colecionar primaveras
Cada qual com seu encanto
Elos da engrenagem
Que fazem girar a roda da vida
Impossível não olhar para trás
Reviver os sonhos (realizados ou frustrados)
Mania de militante de esquerda
Fazer balanço a cada ciclo concluído
Auto critica e replanejar a caminhada
Entre eros e acertos, por conceito e não por soma
Fiquei acima da média
Se é verdade que o Ser Humano antes de morrer
Tem três coisas a fazer
Filhos já tive dois (os melhores que uma mãe pode ter)
Arvores plantei algumas
Quanto ao livro...
Cá pode estar o prefácio!
Dou então graças a vida que tem me dado tanto
Presente sempre há algo (alguém) que desejamos ganhar
Aceito resignada se a vida não puder me atender
E peço a Deus
"Que a morte não me encontre um dia
solitária sem ter feito o que eu queia!"
Me dou de presente essa canção, que sempre me esperança o coração! Parabéns para mim então!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Só Pro Meu Prazer!

Dormi por horas e horas... depois de sonhar acordada com você... e despertei cantarolando!!!
"Não fala nada
Deixa tudo assim por mim
Eu não me importo
Se nós não somos bem assim
É tudo real nas minhas mentiras
E assim não faz mal
E assim não me faz mal não
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer
Não vem agora com essas insinuações
Dos seus defeitos ou de algum medo normal
Será que você não é nada que eu penso
Também se não for
Não me faz mal
Não me faz mal não
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer
Noite e dia se completam
O nosso amor e ódio eterno
Eu te imagino, eu te conserto
Eu faço a cena que eu quiser
Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor
Eu te recriei só pro meu prazer
Só pro meu prazer"

domingo, 16 de julho de 2017

PORQUE É DOMINGO: ACORDEI MEIO ASSIM...

Porque é domingo...
E somente por ser domingo
Acordei meio Assim...
Como quem ainda esta sonhado
Um sorriso bobo na cara
De moleca que enfiou o dedo na cobertura do bolo
Roubou brigadeiro
Bulio na decoração da festa
Porque criancice não é questão cronológica
É estado de espirito
E domingo é sim um dia propicio
Pra jogar bola
De gude de meia...
Ouvir a menina que ora
Me pegar pela mão e correr pelo quintal
Ouvindo Milton Nascimento
Cantar coisas bonitas
Que semeiam esperança nos corações!

Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

https://youtu.be/G9RS2BkbqHw

sábado, 15 de julho de 2017

Graças à Vida: Mercedes Sosa

Graças À Vida
Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando
Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros
Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto
Graças à vida, graças à vida


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Sobre a política Atual: Será que tem saída?

Tenho evitado nos últimos dias escrever "textão" sobre política, não por falta de assunto ou inspiração, creio que por vergonha de registrar fatos tão lamentáveis que vão alterar a história de muitas gerações. Portanto não pretendo me alongar, só responder a uma provocação, feita via rede social por um ex-aluno (um desses meninos que fazem a profissão valer a pena) Eis a provocação:

__ Oi Professora, não vou perguntar se esta tudo bem... Primeiramente Fora Temer nê? kkkkkkk ... Saudades das suas aulas... lembro no começo do ano passado, quando a senhora falou que queriam dar um golpe... a senhora estava muito irada... a gente ficou até com medo, achei meio exagerado... mas fiquei ligado... Tô muito chateado, pra não dizer Fudido! Me ferrei no Enem, tinha estudado, mas fiquei nervoso, tô desempregado, não entrei na faculdade, enfim prô, hoje vejo que a senhora não exagerava... os FdP deram mesmo um golpe... Puta Merda... kkkkk Desculpa Prô... nas reticencias fico lembrando da sua cara... Quando tava falando esses lances de política e de repente parava... respirava fundo e deixava a bochecha cheia de ar! Tava tentando engolir o palavrão que moralmente não podia ser falado na sala de aula kkkkkkk... Li o seu poema sobre o lance de esperançar!!!  Cê acha que as coisas vão melhorar? Tá foda de ter esperança. Será que tem saída? 

___ Cá estou com aquela cara de "Sapo" com olhos esbugalhados e bochechas inchadas tentando engolir os palavrões. Queria responder que sim, que tudo vai melhorar, que essa "farra no planalto central" esta com os dias contados, mas não seria verdade. O Fato meu jovem amigo é que o golpe foi bem dado e segue fazendo estragos, o que eles chamam de "reformas" é na verdade um desmonte total das leis trabalhistas. Esta mesmo Foda e tende a piorar... Porém, no entanto, todavia, visto que você se recorda com saudades das minhas aulas, não deve esquecer, que poucos são aqueles que ousam fazer a diferença e você meu caro é um desses privilegiados... Bora lá então, estudar dobrado, controlar o nervosismo, e ir em frente parafraseando Bertold Brecht, acreditando que nada é impossível de mudar quando se tem coragem para lutar! 

___ É nós Prô... Bora lá!!!


Neruda e Eu: Talvez!

Talvez

Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos…
E por amor
Serei… Serás… Seremos…

( Pablo Neruda )



Minha Filha e Eu: Poética e Luta!

Poética e Luta, palavras sinônimas!
Dizem que quando nasci foi um berreiro danado
Dona Milu (Negra parteira é quem contava)
Eita tiquinho de gente barulhento
Dizia minha avó Lídia
Mestiça pernambucana que ajudou no parto
Mal aprendi as primeiras palavras
Meu pai disse assustado
Se fosse homem não se criava
Minha mãe concluiu sarcástica
Tivesse nos braços a força que tem na língua
Queria ver quem matava!
Assim fui aprendendo a força das palavras
E quando ela de mim nasceu
Natalia Sofia (Eu soube que não seria só minha)
Na sala de parto não se ouviu gritaria
Um resmungando infante
Um soluço materno
Acho até que ela sorrio
Eu sorri, quando a deitaram em meus seios
Me senti uma Gigante
Que para ela viveria
Que por ela mataria
E já se vão onze anos
De doce parceria
Rimando palavras
Levantando bandeiras
Fazendo da vida uma arte
Na luta por melhores dias!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

A hora é de Esperançar!

Para quem deitou-se muito tarde
Dormiu muito pouco
Cansou-se de se virar na cama
Levantou-se mesmo sentindo frio
Abriu a janelinha virtual
Com ilusão que o visto ontem na TV fosse um pesadelo
De que o Senado respeitasse a nação
De que o presidente golpista já tivesse caído
De que o Povo, Gigante pela própria natureza
Estivesse finalmente acordado
Que os operários tivessem deixado as construções
Que as operarias tivesse aprendido a lição
Que todos tivessem dito não!
Não abrimos mão de nossos parcos direitos!
Não aceitamos a escravidão!
Constatou espantada que não houve contestação
Os mais de 13 milhões de desempregados se calaram
Os empregados marcaram o seu ponto
Só uma "meia dúzia" protestou!
A nós minha homenagem
(Arruaceir@s, Vandal@s, a quem diga Vagabund@s)
Que fizemos greve, paramos a rua, ocupamos e resistimos
Somos parte do Povo que não é Massa que se deixa manobrar
Povo Sem Medo, sem medo de Lutar!
Até perdemos o sono, entristecid@s
Mas nunca desesperançamos
Avante, Bora lá passar o café
Esquentar o pão que sobrou de ontem
E continuar a Luta!
#ForaTemer
#ForaCorruptosdoCongresso
#DiretasJá!